Do amarelo ao rosa: por que a saúde mental precisa entrar na agenda da saúde da mulher
SAÚDE DA MULHER

Do amarelo ao rosa: por que a saúde mental precisa entrar na agenda da saúde da mulher

Para mulheres a partir dos 35 anos, trabalho, sobrecarga, mudanças hormonais e prevenção mostram que corpo e mente não podem ser tratados separadamente

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Entre setembro e outubro, duas cores ocupam espaço importante nas empresas e na sociedade. O amarelo amplia as conversas sobre saúde emocional e valorização da vida. O rosa chama a atenção para a saúde da mulher, especialmente para a prevenção e a detecção precoce do câncer de mama. Mas existe uma conexão entre essas agendas que merece mais espaço: não existe saúde da mulher sem saúde mental.

Para as mulheres que trabalham, especialmente a partir dos 35 anos, essa relação torna-se ainda mais relevante. É uma fase que frequentemente reúne crescimento profissional, responsabilidades familiares, cuidado com filhos ou pais, planejamento financeiro e administração da própria saúde.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a dimensionar essa sobrecarga. Em 2022, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas por semana aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas entre os homens.

Essa dupla jornada não termina quando o computador é desligado.

Quando carreira, cuidado e mudanças do corpo se encontram

Ao longo dos anos seguintes, outro componente pode entrar nessa equação: as mudanças hormonais relacionadas ao climatério e à perimenopausa. Alterações do sono, irritabilidade, dificuldades de concentração, mudanças de humor e ansiedade podem fazer parte desse período e, em algumas mulheres, interferir também na rotina profissional.

O problema é que muitos desses sinais ainda são interpretados exclusivamente como estresse, queda de produtividade ou dificuldade para conciliar responsabilidades.

Ao mesmo tempo, a agenda de prevenção ganha importância. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028.

Prevenção, entretanto, não deveria significar apenas realizar exames. A preocupação com a própria saúde, a expectativa pelos resultados, mudanças corporais e o eventual impacto de um tratamento sobre trabalho, renda e família também fazem parte da experiência de saúde da mulher.

O cuidado precisa continuar depois que a campanha termina

É justamente aqui que as empresas podem fazer diferença.

Campanhas de conscientização são importantes, mas saúde corporativa efetiva precisa existir durante os doze meses do ano. Isso significa facilitar o acesso ao cuidado, estimular acompanhamento preventivo, criar condições para identificação precoce de riscos e utilizar informações de saúde de maneira responsável para desenvolver programas adequados às necessidades dos colaboradores.

Na Oliv-e, tecnologia, dados e Inteligência Artificial (IA) ajudam a aproximar esse cuidado do ambiente de trabalho.

Soluções como o OfficeDoctor permitem a implantação de hubs de saúde dentro das empresas, com totens e cabines capazes de realizar triagens e captar sinais vitais, além de integrar essas informações ao atendimento médico e às plataformas de telemedicina já utilizadas pela organização. A plataforma também oferece recursos relacionados à avaliação de saúde mental e risco de câncer de mama, sempre como apoio e orientação, sem substituir a avaliação médica.

Para a gestão corporativa, dashboards com informações estatísticas, agregadas e anônimas podem ajudar a compreender perfis e grupos de risco e orientar programas de saúde, mantendo os dados clínicos individuais protegidos.

Essa é talvez a principal ponte entre o amarelo e o rosa: transformar conscientização em cuidado contínuo.

Porque cuidar da mulher por inteiro significa enxergar sua saúde física, emocional e profissional como partes da mesma história.

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