Onde a conta mais pesa
Em 2025, os planos médico-hospitalares desembolsaram R$ 303,4 bilhões em despesas assistenciais, recorde da série histórica. Descontada a inflação, o avanço foi de 6,0% em um único ano, cerca de 2,7 vezes o ritmo registrado em 2024. No mesmo período, o número de
beneficiários cresceu 1,8% e o volume de procedimentos, 3,4%: parte relevante da pressão vem do aumento da utilização, não apenas de mais gente coberta.
O maior ofensor está nas internações. Elas representam apenas 0,5% dos procedimentos realizados, mas concentraram 42% de todo o gasto assistencial em 2025. O volume cresceu 8,9% no ano, chegando a 9,9 milhões de internações, e a despesa avançou 10,3%. As terapias
seguiram ritmo parecido, com alta de 10,2% no gasto.
Há também um sinal na porta de entrada do sistema: as consultas em pronto-socorro cresceram 23,7% entre 2019 e 2025 e chegaram a 71,1 milhões, enquanto as consultas ambulatoriais, o cuidado de rotina e acompanhamento, seguem abaixo do patamar pré-pandemia. É o retrato de uma assistência ainda muito reativa, em que boa parte dos problemas de saúde só é endereçada quando já virou urgência. Doenças crônicas reforçam essa leitura: entre 2015 e 2024, os registros assistenciais ligados à obesidade cresceram cerca de 132% entre mulheres e 47% entre homens, um dos vetores que mais pressiona consultas, exames e, no limite, internações.
Prevenção como estratégia de RH, não só de saúde
Nada disso significa restringir acesso. Significa reconhecer alterações de saúde antes que evoluam para uma urgência, uma internação ou um tratamento mais complexo. E essa é uma decisão que cabe, cada vez mais, ao RH: que estrutura de prevenção a empresa oferece à sua
população de colaboradores, e com que dado ela é gerida.
Na prática, isso passa por camadas que já operam de forma integrada. Cabines e totens no próprio local de trabalho permitem medir pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e temperatura, gerando um retrato objetivo e recorrente da população, em vez de um
raio-x pontual do exame admissional. Calculadoras de risco cruzam esses dados clínicos com fatores pessoais para estratificar quem precisa de acompanhamento prioritário. E uma camada de triagem sintomática apoiada por inteligência artificial organiza a coleta de informações
quando um colaborador relata um sintoma, ajudando a direcionar cada caso ao nível de cuidado adequado, evitando tanto a subestimação de um sinal de alerta quanto o encaminhamento desnecessário ao pronto-socorro. Quando esses dados são integrados ao prontuário e devolvidos ao RH em painéis agregados e anônimos, eles permitem enxergar grupos de risco reais na própria população da empresa e direcionar programas de prevenção para onde fazem diferença de fato. Tecnologia não reduz sinistralidade sozinha. O que ela oferece é algo mais decisivo para quem planeja orçamento de benefícios: a capacidade de agir antes que o risco clínico vire sinistro financeiro.
Se sua empresa quer sair do ciclo de reagir a cada renovação e estruturar uma estratégia de prevenção baseada em dado real da própria população, conheça a Oliv-e Health e fale com nosso time.
fontes
Sinistralidade de 81,0% (1º tri/2026) e fatores atípicos: IESS, Resultados Econômico-Financeiros das Operadoras Médico-Hospitalares no 1º Trimestre de 2026, jun. 2026.
• Despesas de R$ 303,4 bi, crescimento de 6,0%, internações (volume, despesa, % do gasto), pronto- socorro vs. ambulatorial: IESS, Saúde Suplementar em Movimento: evolução da produção e das despesas assistenciais entre 2019 e 2025, jul. 2026.
• Crescimento de registros de obesidade (132% mulheres / 47% homens, 2015–2024): IESS, TD 117 – Evolução dos registros de obesidade e da utilização de consultas nutricionais na saúde suplementar, 2026.
• OfficeDoctor (cabines/totens, calculadoras de risco): olivesaude.com.br/officedoctor.
• Camada de triagem sintomática por IA: tecnologia da Infermedica — nome do fornecedor omitido no texto publicado a pedido, mantida apenas a capacidade descrita.
